sexta-feira, 26 de junho de 2015

XV COMPETIÇÃO INTERNACIONAL TCHAIKOVSKY



 XV COMPETIÇÃO INTERNACIONAL TCHAIKOVSKY 

Galera fica aqui um dica enorme, competição de alto nível com Jovens super talentosos, tocando peças extremamente difíceis, vale a pena assistir.
Para tal torneio, os participantes dedicam maior parte de sua vida para entrar nessa competição, abrem amo de muitas coisas para alcançar um sonho, Vencer a COMPETIÇÃO TCHAIKOVSKY.
São Quinze anos revelando os melhores violinista do mundo e agora através da tecnologia podemos acompanhar ao vivo.
A próxima fase será realizado daqui a dois dias e a transmissão é feita ao vivo, então não perca essa oportunidade de acompanhar essa batalha de Titans 

Fica o Link aqui da primeira fase da competição, eu ja tenho minha favorita e você ?


Competição Internacional Tchaikovsky é uma das mais prestigiadas competições de música clássica do mundo. Criada sob o nome do pianista russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky, tem lugar uma vez em cada 4 anos desde 1958. Em 2002 concorreram 627 músicos oriundos de 54 países, dos quais 272 foram admitidos a concurso: 65 pianistas, 52 violinistas, 63 violoncelistas e 92 vocalistas.
Originalmente a competição era limitada a pianistas e violinistas. Os violoncelistas foram admitidos a partir da segunda competição em 1962 e os vocalistas a partir da terceira, em 1966.
A competição é organizada por um comité de proeminentes personalidades musicais russas e gerido pela Companhia de Concerto do Estado Russo (Sodruzhestvo). Juris internacionais de notáveis solistas, professores de música, directores musicais e prévios vencedores da competição são seleccionados para avaliar as prestações e escolher os premiados.
No mês de Junho têm lugar três eliminatórias da prova. Actualmente são atribuídos 26 prémios: 6 em cada categoria instrumental e 8 para os vocalistas, 4 para os masculinos e 4 para os femininos.
Nem sempre o primeiro prémio é atribuído, e por vezes ele é atribuído em exéquo. Isto também pode acontecer com outros prémios menores. Nos anos iniciais da prova, 8 prémios foram atribuídos.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

6 Táticas de Estudo para construir Autoconfiança na Performance Musical


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6 Táticas de Estudo para construir Autoconfiança na Performance Musical


A metodologia de estudo colocada aqui consiste em seis táticas que descobri como percussionista erudita. Na música clássica, o nível de perfeccionismo exigido é tão alto que facilmente faz a nossa alma congelar! Tentando cuidar do meu corpo durante o estudo para a minha tendinite crônica não voltar, eu descobri que as táticas que estava aplicando para não machucar os meus músculos estavam proporcionando um nível de tranquilidade emocional e autoconfiança nova no meu tocar. Então aqui estão:
Tática 1 – ‘Estudo inteligente vs repetição’
É uma situação muito comum entre músicos, chegar numa parte difícil e senão conseguir o resultado desejado na primeira vez, ficar repetindo este trecho até ficar melhor. Preste atenção no que está realmente acontecendo neste instante. Repetindo o trecho na esperança que vai melhorar, estou ensinando o meu sistema nervoso fazer associações em relação a este trecho do tipo: ‘preciso repetir este trecho, então este trecho é difícil’, ‘ele está chegando e eu fico com medo que não vai sair na primeira’, ‘estou com medo e isso significa que estou tensa’, ‘estou com medo e isso significa que não quero estar lá naquele instante, quero esconder’, entre muuuuuitas outras associações meio inconscientes…. Quero ensinar o meu sistema a estar disposto e feliz a estar lá para tocar ou cantar o trecho, então quero evitar a repetição ‘com esperança’ no estudo e criar estratégias para um estudo inteligente. As próximas cinco táticas são estratégias para um estudo inteligente.
Tática 2 – ‘Distribuição do trabalho’
Na grande maioria dos instrumentos, a única parte do nosso corpo que toca o instrumento são os nossos dedos (sim, os dedos, não a mão! Mais sobre isso no texto ‘Estrutura da mão e do pulso’). Se eu preciso tocar mais rápido ou mais forte, a agilidade ou a maior força muscular é para ser feita pelos dedos e não por outras partes do corpo. A tendência de tensionar a mandíbula, o pescoço, os ombros ou as pernas quando precisa mais esforço é bem familiar para a maioria de nós. Construindo um estudo que revela o meu potencial técnico, não existe energia para gastar em tensões desnecessárias, quero continuar me lembrando que nem o meu tronco nem a minha cabeça vão tocar o instrumento, mas sim os meu dedos. (Para instrumentos como a voz onde o esforço é em outras partes do corpo ou a bateria onde precisa esforço nos pés, o principio de distribuição de trabalho é para ser aplicado nessas partes)
Tática 3 – ‘Desconstruindo e desmistificando a dificuldade técnica’
Quando a velocidade da peça é mais rápida do que eu consigo tocar, o jeito mais comum de estudar é começar numa velocidade mais lenta e tentar aumentar a velocidade cada vez mais. Achei uma alternativa mais eficaz, que me permitiu desmistificar o conceito da dificuldade técnica. Colocando o metrônomo no andamento desejado, ao invés de tentar tocar a frase musical inteira (que as vezes é impossível no começo), começo só com a última nota. Com muita precisão, e sem ficar repetindo muitas vezes, começo a praticar estar numa condição de tranquilidade executando uma nota só. Com presença e precisão como se essa nota única fosse a peça inteira. Na hora que vejo que consigo executar a nota com tranquilidade e precisão, adiciono a penultima nota e continuo estudando no mesmo jeito. Na hora que vejo que consigo, começo executar as três ultimas notas e continuo adicionando notas,  até chegar no começo da frase do trecho. Este método de desconstruir o trecho cria uma condição de segurança e presença em toda nota, estou ensinando o meu sistema nervoso a estar relaxado e focado ao mesmo tempo. É o tipo de qualidade de autoconfiança e eficiência que admiramos quando Elis Regina canta ou quando Louis Armstrong toca trompete, quando Martha Argerich toca piano…
Tática 4 – ‘Começar do fim’
Nós sabemos muito bem acompanhar a partitura ou uma peça do começo ao fim. O sistema nervoso vai ficar mais cansado do meio até o fim da peça, a tensão vai ser acumulada indo para o final. Por isso, bem no começo do estudo de uma nova peça, começo do fim para o começo, escolhendo trabalhar primeiro nos trechos difíceis do final. Criar a condição para chegar ao final seja a parte mais conhecida e tranquila.
Tática 5 – ‘Intervalos: parte obrigatória do estudo’
O músico está produzindo musica porque adora música. Na hora do estudo ficamos encantados com tocar, obsessivos em lidar com as dificuldades técnicas e querendo conseguir cada vez mais! Mesmo com o melhor uso corporal no mundo, mesmo com a musculatura relaxada e alerta, o meu cérebro fica cansado. Mesmo que eu tenha meia hora para estudar, quero fazer um intervalo para fazer ‘check’ se eu estou fazendo estudo inteligente ou estudo repetitivo. No estudo repetitivo podemos deixar o cérebro no ‘piloto automático’, mas o estudo inteligente tem como pre-requisito um cérebro acordado, e por isso preciso intervalos.
Tática 6 – ‘Criar as condições da apresentação’
Na hora da apresentação o nosso sistema nervoso está mais excitado do que no nosso estudo. Estudando numa condição ‘normal’ do sistema nervoso não vai me ajudar na hora da apresentação. Por isso, ao estudar a peça inteira é importante criar as condições que façam o nosso sistema estar mais nervoso. O uso de gravador, video ou até um público de amigos é uma ótima oportunidade de praticar estar em condições de tensão maior. Se as notas e os ritmos estiverem bem resolvidos, não adianta ficar repetindo a peça em condições tranquilas.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Orquestra FEITA COM GELO? Ice Music Festival - Noruega












Voce já viu uma orquestra feita totalmente de gelo ?
O festiva chamado "Ice Music" na Noruega  trás um espetáculo a parte desde sua construção
que sao verdadeiras obras primas esculpida no gelo até seu manuseio que são necessários usar luvas       para que o calor da mao  não derreta os instrumentos.
Esse festival existe há 10 anos e sempre são realizado no inicio de fevereiro para que termine junto com a primeira lua nova.
Confira o vídeo e compartilhe.





sexta-feira, 8 de maio de 2015

O Violinista do Diabo - Paganini






Sinopse:
O filme retrata a vida do compositor e violinista italiano Niccolò Paganini (David Garrett), que alcançou a fama de Sedutor, virtuoso e polêmico, envolvido em vários escândalos no início do século 19. Acreditava-se que ele havia feito um pacto com o diabo para tornar-se um grande violinista.

A Lenda de Niccolò Paganini


A Lenda de Niccolò Paganini


Niccolò Paganini nasceu em 27 de outubro de 1782 em Gênova, foi um revolucionário violinista e compositor italiano e tornou-se um dos pilares da moderna técnica de violino.

Paganini não teve uma infância fácil, além de seu pai Antônio Paganini criar seu filho com mãos de ferro e aplicando crueldade ao persistir com Niccolò nas tarefas musicais e castigando-o severamente a cada engano, o menino teve um forte ataque de sarampo que o deixou muito doente, tanto que chegou a ser dado como morto, foi embrulhado em uma mortalha e quase enterrado prematuramente. Acontece que essa doença deixou Paganini doentio pelo resto da vida...

Como era um músico brilhante desde cedo, alcançou grande sucesso muito jovem, mas com o sucesso veio uma vida desregrada e de abusos. Paganini, com apenas 16 anos, chegou a perder tanto dinheiro que precisou por diversas vezes deixar o próprio violino penhorado para poder pagar suas dívidas no jogo. Mas conseguiu se livrar do vício e nunca mais chegou perto de uma mesa de jogo.

Niccolò Paganini tocava brilhantemente! Encantava até os mais experientes músicos e compositorescom seu estilo virtuoso. Chegava a ser fora do comum! É aí que chegamos à lenda...




Paganini era capaz de tocar à espetacular velocidade de doze notas por segundo! Esse é o tempo que a maior parte dos músicos leva para ler doze notas. Ele também inovou com suas técnicas de memorização; antes dele, todos os violinistas tocavam acompanhados do programa a ser tocado - Paganini, por sua vez, costumava simplesmente subir ao palco com seu instrumento, sacudir seu longo cabelo e pôr-se a tocar. Todo o programa já havia sido memorizado.

Uma das representações de Niccolò
Paganini.

Aqui o Capricho nº 24 de Paganini, um dos mais conhecidos.



Com todo seu talento extraordinário, o virtuose se tornou lenda! Associada à incrível velocidade que ele alcançava em suas músicas estava suaaparência cadavérica, que causava terror nas pessoas que tinham medo de assistir suas apresentações. Segundo descrição de Castil-Blazeem 1831, Paganini tinha 1,65m de altura, era muito magro, tanto que se asemelhava a linhas longas e sinuosas, de face muito pálida e traços fortes, olhos de águia (escuros e penetrantes), nariz pontiagudo, longos cabelos ondulados que iam até o ombro e um pescoço muito magro... Pudera! Ele viveu a vida toda lutando contra uma enfermidade severa que lhe exigia uma dieta rigorosa e muitas horas de sono. Na época, porém, muitos acreditaram que Paganini tinha vendido a alma ao Diabo em troca de sua perfeição musical.

Houve uma apresentação na Bélgica em que ele foi vaiado. Só mais tarde é que foi descobrir que a causa das vaias foi a lenda sobre sua sociedade demoníaca.

O próprio Paganini conta em uma carta que certa vez, ao tocar as variações intituladas 'le Streghe' (as Bruxas), um indivíduo afirmou que não viu nada de surpreendente em seu desempenho, pois tinha distintamente visto, enquanto Paganini tocava suas variações, o diabo a seu cotovelo, dirigindo seu braço e guiando seu arco, descreveu ainda que o dito cujo vestia vermelho, possuía chifres na cabeça e tinha o rabo entre as pernas. Diante disso, muitos concluíram que aquele indivíduo havia descoberto o segredo dos maravilhosos feitos do violinista. Paganini, ainda na carta, parece compreender todas essas lendas, dizendo: "Minha semelhança para ele era uma prova de minha origem." Ou seja, sua aparência cadavérica provava que era mesmo filho do diabo. (Quase como na estória de O Fantasma da Ópera, não é?!)

A música 'le Streghe' de Paganini, interpretada por Eugene Fodor. 
"O bixo pega" a partir do minuto 4:50.

Paganini sendo guiado a tocar pelo diabo.
Portanto, a face pálida e longa com bochechas ocas (por ter perdido os dentes devido a uma doença), os lábios magros e um sorriso sarcástico, a expressão penetrante dos seus olhos que pareciam como carvões em chamas, lhe deram uma aparência diabólica que tentou muitos dos seus admiradores a circular o rumor de que ele era o filho de um diabo. As pessoas freqüentemente se benziam se fossem acidentalmente tocadas por ele. Uma vez, Paganini foi forçado a publicar cartas de sua mãe para provar que ele teve os pais humanos. De qualquer modo, ele despertou temor e terror onde quer que tocasse. Em Paris ele foi chamado Cagliostro; em Pragaele foi julgado por ser o judeu errante original; na Irlanda circulou o rumor que ele tinha chegado à essa terra  no Holandês Voador.

Paganini começou então a "encarnar" a lenda que virara, procurava sempre usar trajes negros e desalinhados para completar a desejada imagem. E suas apresentações realmente surpreendiam. Aos quarenta anos o violinista começou a viajar pela Europa, e suas excentricidades tornaram-se ainda maiores. Chegava aos concertos coberto por um longo manto negro, em uma carruagem puxada por quatro cavalos também negros - e, algumas vezes, demorava a entrar no palco, para depois de longos minutos surgir de súbito e uivar em direção ao público. Os cenários de suas apresentações eram sempre lúgubres e com pouca luz. Em Londres, freqüentemente as pessoas cutucavam Paganini com as bengalas para verificar se ele realmente era feito de carne e sangue.

Diziam que essa era a única fotografia tirada de Niccolò. Hoje, porém, dizem que ela é falsa.
Multidões pagavam preços exorbitantes para assistir as apresentações daquele músico magrelo e feioso. Comerciantes colocavam o nome do ídolo em produtos tão diversos como perfumes e botas. As turnês incluíam as cidades mais importantes da Europa, com destaque para Viena, Milão, Hamburgo, Paris e Londres, onde os lucros foram suficientemente grandes para que o artista ficasse milionário. Sem dúvida, o italiano Nicolò Paganini foi uma espécie de popstar musical do século passado. As apresentações de Paganini resumiam-se quase sempre a composições próprias, sons mágicos retirados do violino. O rosto esquálido contorcia-se, os cabelos negros cacheados agitavam-se, e o arco do violino fazia movimentos inalcançáveis para a maior parte dos músicos da época. Algumas vezes, pelo simples prazer de assombrar, Paganini sacava uma tesoura e cortava três cordas do violino, prosseguindo o concerto somente com uma, a corda sol (G).
Representação de Paganini ao tocar apenas uma corda, a sol.
Como músico, ele inovou e contestou o medíocre, como um autêntico rebelde. Inovou usando harmônicos, como também trazendo de volta a esquecida arte de scordatura, ou seja, afinações variadas, utilizadas no violino pela primeira vez. É possível dizer que Paganini era o Jimi Hendrix do violino, duzentos anos antes, tirando sons inimagináveis até então com aquele instrumento. Além disso, ele usava calças apertadas e cabelos bem compridos; deixava as mulheres desmaiando, loucas de tesão e os homens loucos de inveja. Mas acima de tudo, Paganini tocava seu instrumento com uma concepção anos-luz à frente dos seus contemporâneos.

Abaixo, várias representações de Noccolò Paganini:









As lendas em relação à Paganini não paravam de aumentar. Não bastasse dizer que fizera um pacto com o demônio para poder tocar daquela maneira, especulavam também que as cordas de seu violino seriam confeccionadas com os próprios cabelos do diabo. Outra história dizia que sua habilidade vinha de anos de prática na prisão, condenado pelo assassinato da amante (Paganini desmente que teria ficado preso por algum crime. Acontece que os olhos e as más línguas estavam obviamente voltados contra o "filho do diabo" do que qualquer outro pobre mortal). Nesta versão, as cordas do seu instrumento seriam feitas dos intestinos da infeliz vítima.

"Paganini na Prisão", de Louis Boulanger, 1831. Cortesia da Stanford University Libraries, fotografia de Michael Marrinan
Mais uma representação de Paganini no suposto tempo que passou na prisão.
Em 1840 Paganini caiu muito doente, e alguns dias antes de sua morte o Bispo de Nice foi chamado ao lado de sua cama, mas Paganini recusou vê-lo, insistindo que ele não estava agonizante, que ainda viveria muito mais tempo (acreditaria nisso devido ao suposto pacto de vida eterna com o diabo?). Mas ele morreu, e não houve tempo para os sacramentos finais. Devido à isso a igreja recusou lhe conceder um enterro em campo santo. Só depois de cinco anos da morte de Paganini seu filho, apelando diretamente ao Papa, teve permissão para enterrar o corpo do grande violinista na igreja da aldeia perto de Vila Gaiona.

Túmulo de Paganini
Vários historiadores afirmam que o corpo de Paganini foi várias vezes desenterrado, por causas que ninguém até hoje conseguiu descobrir...

Penso que se Niccolò Paganini vivesse nos dias de hoje ele seria guitarrista, seria Steve Vai ou até Alice Cooper  (em questão de estilo).

Se Paganini vivesse nos dias de hoje, com certeza ele seria Steve Vai.

Mas isso é assunto para outro post...

Fonte :http://mundolazafornaza.blogspot.com.br/2012/07/a-lenda-de-niccolo-paganini.html

sábado, 25 de abril de 2015

Whiplash: Em Busca da Perfeição




        Um dos poucos filmes de música que realmente impressionam, você consegue observar que não ha limites para aquele que dedica e corre atrás, recomendo para todos os músicos e sempre devemos ir além do nosso limites para alcançar um objetivo.




Sinopse:
Um jovem baterista (Miles Teller) sonha em ser o melhor de sua geração. Com o treinamento de o revenciado e impiedoso mestre do jazz, Terence Fletcher (JK Simmons), o músico começa a ultrapassar todos os seus limites, inclusive tomando atitudes que jamais pensou que tomaria.



sexta-feira, 24 de abril de 2015

Wolfgang Amadeus Mozart



O gênio austríaco, Wolfgang Amadeus Mozart, nasceu em Salzsburg em 1756 e foi um fenômeno durante toda sua vida. 
Aos três anos já conseguia tirar melodias do cravo, e chorava quando alguém tocava alto demais ou de forma muito discordante. 
Aos quatro anos já tocava violino e cravo de forma tão fluente quanto uma criança com o triplo de sua idade e o triplo de tempo de estudos musicais. 
Aos cinco anos Mozart já compunha minuetos e outras peças pequenas, porém, todo este poder critativo e musical não era visto por seu pai apenas com alegria, mas também com muito medo e alarme. 
O pai de Mozart não tinha a menor idéia de como e o que mais poderia ensinar ao filho, pois este não gastava mais do que 30 minutos para solucionar os problemas mais complexos que o pai lhe oferecia. 
Vaidoso, o pai de Mozart estremecia diante de tal genialidade, porém, não deixou de tirar dela tudo o que pode. 
"Aproveitou" todo o poder criativo de seu pequeno filho para adquirir uma pequena fortuna. Levava-o para as casas aristocráticas e principescas e fazia-o executar alguns jogos musicais. O que fez com que Mozart passasse a maior parte de sua infância e adolescência viajando. 
Mesmo tendo uma vida totalmente movimentada, aos 12 anos Mozart já era um compositor de altíssima qualidade, seus "métodos" de composição, no entanto, eram um tanto quanto diferentes. 
Por ter tido uma vida cheia de viagens, Mozart criou uma maneira de compor só sua: primeiro ele criava a música em sua cabeça, até em seus menores detalhes, enquanto fazia outras coisas como jogar bilhar, ensinar piano, etc. Depois, logo que tinha a oportunidade de sentar-se em frente a uma partitura em branco, escrevia a música que trazia em sua cabeça com tal fervor e rapidez que não houve quem não tivesse ficado impressionado com tamanha força criadora. 
Escrevia a música como se estivesse apenas copiando uma partitura que já sabia de cor. 
Esta infância atribulada, porém, teve uma forte influência sobre sua personalidade. Alegre e encantador, Mozart ficava a vontade logo após ser apresentado a alguém, entretanto, achava muito difícil formar amizades mais duradouras e profundas. Sua infância o tornara um homem superficial em suas relações. 
Mozart levou esta maneira leviana de viver até a sua idade adulta, pois mesmo casado e pai de família, mudava-se continuamente (chegou a mudar-se 9 vezes em um ano), era também absolutamente incapaz de controlar sua vida financeira. Foi "ciceroneado" até os 30 anos por seu pai, quando este veio a falecer. 
Casado com Constanza, a qual era tão imprudente com relação ao dinheiro quanto o próprio Mozart, passou a viver atolado em dívidas e sob condições de extrema pobreza. 
Nos últimos anos de sua vida, apesar de terem sido extremamente ricos no que se refere a criação musical, sofreu muitíssimo com a falta de recursos.
Mozart, a respeito de sua criação musical, sempre se viu como um grande compositor de óperas. Suas criações operísticas como Don Giovanni, Flauta Mágica e outras eram suas obras favoritas. 
Seu instrumento preferido era a viola, que ele tocava admiravelmente em música de câmara com seus amigos, entre os quais, Haydn. 
Entre as obras de Mozart estão 41 sinfonias; 27 concertos para piano; cinco concertos para violino; quatro concertos para trompas; um concerto para flauta; um para oboé; um para clarineta; um para fagote; uma sinfonia concertante para violino, viola e orquestra; sinfonia concertante para quatro instrumentos de sopro e orquestra; um concerto para dois pianos; um concerto para três pianos; um concerto para flauta e harpa; concertone para dois violinos; 17 divertimentos, treze serenatas, mais de cem minuetos, gavotas, marchas e outras peças para dança, freqüentemente agrupadas em conjuntos de seis. 
A maior parte das sinfonias escritas por Mozart foi composta como música de entretenimento, um contraponto alegre aos divertimentos e serenatas. 
Da música vocal composta por Mozart, fazem parte 19 missas (incluindo o Requiem); 4 cantatas; vésperas e uma dezena de obras corais e orquestrais menores; 24 óperas e outras obras para o palco (incluindo, "Idomeneo", "O Rapto do Serralho", "As Bodas de Fígaro", "Cosi Fan Tutte", "Don Giovanni" e "A Flauta Mágica"); 12 árias de concerto, a cantata Exultante, Jubilate e um punhado de peças menores para voz solista e orquestra; 50 canções para voz e piano.
Seus concertos para piano foram escritos, em sua grande maioria, para serem utilizados em suas apresentações. Mozart compôs o primeiro concerto aos 11 anos de idade e o útlimo em 1791, ano de sua morte. 
Mozart, um dos maiores gênios da música de todos os tempos, morreu a 5 de dezembro de 1791.

Fonte: http://almanaque.folha.uol.com.br/musicamozart.htm
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